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Atendimento – S. Pedro de Fins

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Novo local de atendimento na Clínica de S. Pedro de Fins, sito no Largo Souto 35, 4425 Maia

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O que é um Transtorno Obsessivo-Compulsivo e qual o seu tratamento?

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma Perturbação da personalidade que, de um modo muito grosseiro o poderíamos incluir na “família” de perturbações mais conhecidas ao público geral, como é o caso da Depressão e a Ansiedade.
Para definirmos o TOC é necessário compreendermos a diferença entre obsessão e compulsão.

A obsessão refere-se a ideias ou pensamentos que o sujeito considera intrusivos e que lhe causam imenso mal estar aquando desse aparecimento.
As compulsões referem-se a comportamentos (sejam físicos ou psicológicos) com o objectivo de evitar ou diminuir esse mesmo mal estar.
Assim, como exemplo poderíamos indicar a lavagem das mãos quando o sujeito abre uma porta, evitando assim que as obsessões em relação à sujidade ou bactérias ali presentes causassem mal estar psicológico ou ansiedade.
É importante referir que o TOC exige um determinado número de critérios, durante um período de tempo para ser correctamente diagnosticado.

Por isso, situações esporádicas, fases da vida difíceis onde estes comportamentos e ideias possam surgir, podem não ser suficientes para que o sujeito sofra desta perturbação.
Em relação ao tratamento, como em praticamente todas as nossas publicações, referimos que o correcto diagnóstico e avaliação é fundamental para ser determinada uma intervenção eficaz e individualizada, já que casos mais severos poder existir a necessidade de um acompanhamento psiquiátrico, com a respectiva medicação para uma estabilização mais rápida, e noutros o acompanhamento psicológico ou psicoterapêutico podem ser os mais eficazes no sujeito.

Qual a melhor solução para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada? A medicação é a melhor opção?

O TAG é uma perturbação muitas vezes confundida com a depressão, se bem que, apesar de existir muitas vezes em comorbilidade no mesmo paciente, estas são diagnosticadas diferencialmente.
A sua prevalência causa graves disfunções sociais e afecta o sujeito no seu dia-dia, também com elevada importância clínica.
Muitas vezes confundida com o tradicional “nervosismo” esta perturbação, devido às suas oscilações pode persistir durante anos sem que seja realizado um correcto diagnóstico.
A Psiquiatria, numa primeira fase de intervenção apresenta resultados muito positivos no que toca à medicação, que reduz substancialmente os níveis de ansiedade, equilibrando-a para níveis mais aceitáveis.
Contudo, uma perturbação da personalidade é muito difícil ser combatida em períodos reduzidos de tempo, visto que acima de tudo é necessária uma intervenção psicológica no sentido da alteração comportamental e muitas vezes emocional do sujeito, já que a ansiedade não é mais do que uma resposta natural do nosso organismo, preparando-o para reagir a uma situação ameaçadora.
Assim, uma avaliação correta e eficaz permite ao técnico descortinar qual a melhor intervenção para o sujeito, individualizando a mesma, com uma equipa multidisciplinar caso necessário.

Costumo sentir-me extremamente cansado depois de um ataque de pânico. Esta situação é normal ou terei algum problema físico?

A ansiedade é um processo normal do nosso organismo, preparando-o para reagir a uma ameaça.

Todos precisamos deste processo nas nossas vidas, seja para reagirmos a possíveis ataques que ponham em causa a nossa vida, seja no quotidiano por exemplo para nos prepararmos para discursar em público, canalizando as nossas energias para essa tarefa específica.
No entanto, a ansiedade em excesso torna-se disfuncional. Esta pode ter sido causada por inúmeros factores, sejam físicos, emocionais ou até hormonais, sendo por isso necessária uma avaliação criteriosa para se determinarem essas causas.
A ansiedade em excesso prejudica assim o normal desempenho do sujeito, podendo evoluir para situações mais extremas são o caso dos ataques de pânico.
Nestas situações, e como referido anteriormente, o nosso corpo é preparado para agir perante uma situação ameaçadora. Assim, existem durante um ataque de pânico reacções físicas e emocionais de grande intensidade.
Depois da situação ameaçadora desaparecer essas alterações voltam a níveis normais, mas durante o ataque de pânico foram vividas intensamente, sendo normal que a pessoa se sinta cansada depois de ter sofrido um ataque destes.

Sinto-me quase sempre angustiada. Sofrerei de alguma doença?

A angústia está muitas vezes relacionada com transtornos do foro depressivo/ansioso.

Isto não invalida que esse sentimento seja simplesmente passageiro ou causa de uma situação de vida específica que possa ser superada pelo paciente sem ter que recorrer a ajuda profissional.

Nesse sentido, a angústia em si não é suficiente para diagnosticar uma doença ou problema, já que é necessário uma avaliação mais detalhada do historial do paciente nomeadamente no que toca a outros sintomas que possam estar presentes para que se possa diagnosticar ou não alguma doença.

 

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Sofro de um Distúrbio Alimentar, consultar um Psicólogo pode ajudar?

Sim, após um correcto diagnóstico sobre a causa desse distúrbio, no caso de ser de foro ansioso, um Psicólogo apresenta uma terapêutica bem fundamentada e com bons resultados.
Há sempre nestes casos a necessidade da avaliação do problema, já que em casos mais graves, pode ser necessária uma equipa multidisciplinar com especialistas de outras áreas para uma acompanhamento eficaz.

 

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Tenho muitas dificuldades em sair de casa, normalmente sinto muito medo quando saio à rua, a quem posso recorrer para me ajudar?

A Agorafobia é um transtorno relacionado muitas vezes com a ansiedade e pânico.

Tratando-se assim de uma perturbação do foro mental, deverá procurar ajuda na Psiquiatria ou na Psicologia.
Independentemente da escolha, deverá ser realizada uma avaliação para determinar as causas da mesma e um correcto diagnóstico.
Só assim, o técnico que acompanhar poderá delinear um plano de intervenção eficaz e individualizado, já que em casos mais agudos, esta pode ter sido causada por um factor físico (uma queda por exemplo) ou pode precisar de algum apoio farmacológico para diminuir os níveis de ansiedade, juntamente com o acompanhamento psicológico.

 

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